Em SP, polícia prende suspeitos de participar de roubos de cargas

Criminosos monitoravam portarias do Polo Petroquímico de Mauá e escolhiam carretas para roubar

 

A polícia de São Paulox prendeu 13 suspeitos de roubo de cargas.
Os bandidos ficavam de olho nas portarias do Polo Petroquímico de Mauá, na Grande São Paulo e escolhiam carretas para roubar. Com autorização da Justiça, a polícia gravou o que eles combinavam por telefone.
“É, então, ‘nóis’ viu uma lá dentro. Você viu onde está a lona preta lá dentro, tá para sair né? Vamos esperar, ‘nóis vai’ parar de quebrar e ficar esperando, entendeu?”.
As cargas preferidas eram alimentos, cabos de cobre, e bobinas de aço e polietileno – grãos brancos usados para fabricar plástico.
Durante a investigação, a polícia encontrou um caminhão roubado e prendeu três ladrões.
Depois de preso, um dos bandidos deu a ordem para liberar o motorista, que estava sequestrado.
“Dispensa a vítima que a gente está em cana, entendeu? Tomou cana, tio”.
“Nós vamos dispensar”.
Segundo a polícia, a quadrilha funcionava como uma empresa. Com gente para cuidar do dinheiro, da contratação de ladrões e da escolha dos compradores.
Na segunda-feira (30), um homem apontado pela polícia como chefe foi preso com uma carga roubada. Nesta terça-feira (31), mais 12 pessoas foram para a cadeia. Um empresário, suspeito de ser um receptador está entre elas.
A policia disse que a quadrilha tinha uma clientela grande de receptadores. São empresários que compravam as cargas roubadas.
Depois das prisões desta terça (31), haverá uma nova fase. E cerca de 50 empresas vão ser investigadas.
Jornal Nacional: Qual é o peso dos receptadores na ação do roubo de cargas?
André Santos Legnaioli, delegado: Hoje em dia vamos dizer que é a mola propulsora. O receptador hoje é a principal motivação do crime do roubo propriamente dito acontecer.

Comprar carga roubada é crime de receptação. A pena vai de um a quatro anos de prisão.

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