Especialista em consumo orienta sobre saque indevido de seguro-desemprego

Mulher denunciou à polícia o saque do seu seguro-desemprego. De Olho Nas Compras: mulher tem seguro-desemprego furtado direto da conta bancária
A desempregada Sidneia Maria da Silva Freitas foi até uma agência bancária de Mogi das Cruzes para sacar o seguro desemprego.
Ela foi retirar o benefício no dia 6 de julho e descobriu que ele já tinha sido sacado.
Assim, o pagamento da prestação do carro, o conserto do portão e a reforma da garagem ficaram comprometidos. “Quando cheguei no autoatendiemtno, vi que tinham sacado o dinheiro dia 5. Eu fui depois na agência para saber o que aconteceu. Ninguém tem acesso ao meu cartão e nem a senha.”
A Caixa Econômica Federal (CEF) informou que nos casos em que for necessário efetuar alguma contestação de saque, o reclamante deve comparecer à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego para formalizar pedido de apuração junto ao Ministério doTrabalho, conforme prerrogativas contratuais.
Nesses casos a CEF afirmou que presta todas as informações necessárias ao Ministério do Trabalho para auxiliar na análise dos processos de contestação. E quando necessário, disponibiliza subsídios à Polícia Federal.
O especialista em consumo Isidoro Dori Boucault explica que Sidneia fez o correto de ir a polícia para solicitar a contestação do saque. “O Código de Defesa do Consumidor recomenda que o cliente solicite a investigação na agência onde houve o saque, na Ouvidoria da Caixa e no Banco Central. E as câmeras podem identificar quem fez o saque. Constatado que não foi a cliente quem fez o saque, os artigos 14 e 20 do código dão responsabilidade para instituição que responde pela reparação dos danos. Mas precisa comprovar que não foi a cliente quem fez o saque primeiro. Se houve fraude ou alguém invadiu o sistema é a instituição quem responde”, destaca Boucault.
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