Funcionários da saúde básica de Porto Alegre encerram greve no primeiro dia


Paralisação havia começado nesta terça-feira. Grupo considera que as reivindicações foram atendidas parcialmente. Municipários seguem parados. Sala de espera por vacinas no Posto Santa Marta, em Porto Alegre, vazia devido à greve
Reprodução/RBS TV
Funcionários da área da saúde da família de Porto Alegre encerraram nesta terça-feira (31) a greve que teve início no mesmo dia. Uma assembleia foi realizada no final da tarde. O Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul informou que o grupo caso o reajuste salarial não ocorra, a paralisação pode retornar.
“Nossas demandas foram atendidas parcialmente. Os 10% da gratificação, que era uma das nossas causas, eles vão manter porque vão incorporar ao salário. Então, foi atendido. Ficou em aberto o reajuste salarial. A gestão ficou de nos procurar até outubro para negociar. Caso não atenda nossa reivindicação ou não nos procure, podemos entrar em greve novamente”, explica o presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul, Estêvão Finger.
Servidores da Saúde e municipários iniciam greve e fazem protesto em Porto Alegre
Os servidores – enfermeiros, dentistas, agentes comunitários e outros profissionais que atuam em postos de saúde em Porto Alegre – entraram em greve junto com os municipários. Protestos foram realizados pela manhã, e durante o dia o atendimento foi afetado nas unidades do município. Das 140 unidades de saúde, três ficaram fechadas e 13 tiveram atendimento parcial. As salas de vacina não abriram nos postos Modelo e Santa Marta, referências na cidade.
“Nos deparamos com as portas fechadas. Os meios de comunicação dizem que nós temos que procurar os postos de vacina, fazer com que as crianças sejam vacinadas. Chegamos aqui e estão em greve. Uma coisa que é tão importante para o ser humano que é a vacina. Isso é uma coisa que no mínimo 30% teria que funcionar”, afirma o professor Juscelino Marques.
Pela manhã, um grupo se reuniu em frente à Secretaria Municipal e Saúde, caminhou até o Hospital de Pronto Socorro, seguindo depois para a frente da sede da prefeitura. À tarde, os servidores tentaram ser recebidos no Paço Municipal, mas a prefeitura disse que não havia pedido de reunião agendado.
Além de pedir reajuste de salários, a categoria protestava contra o parcelamento e projetos do Executivo, como o que cria a Previdência Complementar para servidores do município. Os projetos serão votados nesta quarta (1), quando termina o recesso da Câmara dos Vereadores.
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