Juiz aponta crime de caixa 2 em campanha e caça mandato de vereador em MT


Edilei Roque do Cesário (PTC), o Neni do Chimarrão, não declarou R$ 6 mil à Justiça Eleitoral na campanha de 2016. O G1 não conseguiu localizar o vereador nem a defesa dele. Vereador Edilei Roque do Cesário (PTC), o Neni do Chimarrão
Câmara de Várzea Grande/Divulgação
A Justiça Eleitoral de Mato Grosso caçou o mandato do vereador de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, Edilei Roque do Cesário (PTC), o Neni do Chimarrão, pela prática de caixa 2 na campanha eleitoral em 2016. A decisão do juiz Carlos José Rondon Luz, da 20ª Zona Eleitora, foi divulgada nesta terça-feira (31).
O G1 não conseguiu localizar o vereador e a defesa dele.
Na decisão, o magistrado determinou que os votos recebidos pelo vereador sejam anulados e, a partir de então, seja feita a recontagem para a diplomação de um novo vereador e dos suplentes.
Segundo o processo, o vereador deixou de declarar R$ 6 mil oriundos de doações à Justiça Eleitoral.
“O próprio representado declarou à Justiça Eleitoral que sua receita totalizou R$ 12,6 mil, e o valor por ele recebido em doação e não declarado foi de R$ 6 mil, ou seja, corresponde a quase 50% da receita que ele próprio declarou formalmente para fins de controle da sua campanha eleitoral”, diz trecho do despacho.
Entre as provas apresentadas estão dois recibos feitos pelo próprio vereador quando recebeu as doações.
No processo, o parlamentar reconheceu que a assinatura no documento era dele, mas alegou que o conteúdo havia sido alterado, uma vez que os recibos foram assinados em branco.
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