Marido de advogada morta no Paraná é indiciado por homicídio qualificado

Tatiane Spitzner morreu após cair da varanda no quarto andar do prédio onde morava. Vizinhos ouviram brigas. Marido está preso.

 

A polícia do Paranáx indiciou nesta terça feira (31) por homicídio qualificado, o biólogo Luís Felipe Manvailer, viúvo da advogada Tatiane Spitzner.

Ela foi encontrada morta no apartamento do casal, no interior do estado.

Luís Felipe Manvailer foi indiciado por homicídio qualificado, por motivo torpe e meio cruel que não deu chance de defesa à vítima.
O delegado que cuida do caso também indiciou o marido de Tatiane Spitzner pela suspeita de ter mudado a cena do crime ao apagar manchas de sangue, roubar o carro da advogada para a fuga e por feminicídio – crime de ódio pelo fato de a vítima ser mulher.
O inquérito levou em conta imagens das câmeras de segurança, gravadas na madrugada da morte de Tatiane, que não foram divulgadas.
“Circuito interno de câmeras que mostram agressões brutais, cruéis contra a vítima, não só no elevador, mas no momento em que eles chegam, discutem e ele agride ela brutalmente na garagem”, disse o delegado Bruno Maciozek.
O relatório da polícia aponta ainda que, além dessas agressões, há indícios de que Tatiane Spitzner foi esganada pelo marido.
“Laudo do exame de local de crime foi concluído pelo Instituto de Criminalística e apontou também evidências claras da ocorrência desses crimes. Entre elas, marcas evidentes no pescoço da vítima. As marcas são claríssimas. Indicariam nas laterais do pescoço, é um indicativo de esganadura sim”, completa o delegado.

A advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos, foi encontrada morta no apartamento onde morava com o marido, na madrugada do domingo (22).

Desde então, ele está preso, suspeito de ter jogado a mulher do 4º andar do prédio e ter levado o corpo para cima.

Luís Felipe nega. Diz que a mulher se jogou da sacada.
O relatório entregue nesta terça à Justiça é parcial: ainda faltam os resultados dos exames de necropsia, exames no carro de Tatiane, nos celulares do casal e a conclusão da perícia sobre a queda.

O inquérito agora vai ser analisado pelo Ministério Público que pode ou não oferecer denúncia contra Luís Felipe Manvailer.
 
Nesta terça, o advogado da família de Tatiane apresentou mensagens encontradas no celular de uma amiga. De acordo com a defesa, as conversas se referem a Luís Felipe.
No dia 6 de março, ela escreveu: “estou acabada amiga, tive uma conversa feia com o Luís Felipe ontem, só me falta coragem para encarar o divórcio”.  A conversa continua: “grosseiro, estupido, falou que tem ódio mortal de mim, que não sabe quando vai passar a raiva, que não quer falar comigo
No dia 4 de junho, Tatiane escreveu: “um divórcio em andamento. Estou bem perdida na verdade”.
Mais tarde, no mesmo dia, a amiga comentou: “pense meu amor na sua vida, o que você quer para você”.
Tatiane respondeu: “queria ele sem dar em cima de ninguém, sem me maltratar, mas pedir o simples é muito”.

O que dizem os citados
A defesa de Luís Felipe Manvailer afirmou que não teve acesso ao relatório final do inquérito, e que, por isso, não iria comentar.

A defesa de Luís Felipe disse ainda que as mensagens apresentadas pelo advogado da família de Tatiane estão fora de contexto, e que só terão valor jurídico depois que o celular passar por uma perícia.

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