Obra em linha do trem impede passagem e gera reclamações de moradores de Campinas, Sumaré e Hortolândia


Caminho foi bloqueado por vala e colocação de tubos de concreto na manhã desta terça-feira (31). Moradores de Campinas (SP), Sumaré (SP) e Hortolândia (SP) foram pegos de surpresa da manhã desta terça-feira (31) com uma obra da linha do trem que corta os três municípios. O caminho foi bloqueado por uma vala e com a colocação de tubos de concreto pela concessionária Rumo Logística, que administra o traçado.
“A gente vai para a escola, vou para o trabalho, para o terminal do Padre Anchieta. A gente usa para o pronto-socorro, que é o PS Anchieta, mercado. Tudo a gente passa por aqui, tem 27 anos”, diz a cozinheira Simone Costa.
Moradores dizem que a vala foi aberta logo cedo. Depois os tubos foram colocados de um lado para impedir a passagem.
“Nós ficamos surpresos , eu falei para a moça: ‘Você tem uma ordem judicial?’. Ela falou: ‘Nós estamos cumprindo uma ordem judicial’. Foi só isso que ela me falou”, conta Enoque Moura, presidente da associação de moradores da região.
Obra em linha do trem impede passagem e gera reclamações de moradores de Campinas, Sumaré e Hortolândia
Reprodução/EPTV
Os moradores reclamam placas de sinalização do local também foram retiradas.“Tinha duas placas, uma de cada lado, e eles vieram e arrancaram a placa hoje cedo. Aqui no local, nunca fiquei sabendo que teve algum acidente”, afirma o aposentado Manoel Pedro da Silva.
Com o trecho impedido, a agora a população tem que dar a volta para ter acesso a diversos serviços dos municípios. Agora os moradores ainda aguardam uma solução.
“Se tiver que fechar essa linha, essa passagem de pedestre, que tenha uma solução. A solução aqui é uma passarela, para nós moradores termos uma passagem digna, né?”, diz o serralheiro Cézar Silva.
Caminho foi bloqueado por vala e colocação de tubos de concreto na manhã desta terça-feira (31)
Reprodução/EPTV
Em contato com a EPTV, afiliada da TV Globo, a concessionária Rumo Logística disse que a passagem era irregular e foi fechada depois de um acordo com as prefeituras de Sumaré e Hortolândia, além do Ministério Público Federal.
A empresa afirmou também que uma outra passagem segura, que deve ser usada pelos moradores, fica a 300 metros dessa que foi fechada e que a norma exige que a distância entre essas passagens seja de 500 metros pra pedestres e um 1,5 km para carros.
Em relação a construção de uma passarela, a Prefeitura de Sumaré disse que estuda junto com a concessionária, o Ministério Público e as prefeituras de Campinas e Hortolândia uma forma de resolver o problema.
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