EUA se mostram inflexíveis e guerra comercial pauta reunião do G20 financeiro


O FMI advertiu que a guerra comercial atingirá o crescimento mundial, mas Washington anunciou no evento que seguirá pressionando por um comércio mais ‘equilibrado’. Ministros da economia e presidentes de bancos centrais em encontro do G20 em Buenos Aires
Marcos Brindicci/Reuters
Os Estados Unidos se mostraram inflexíveis em sua nova política tarifária, que desatou uma guerra comercial que é o centro dos debates do G20 de Buenos Aires neste fim de semana.
A reunião do G20 financeiro, integrado por ministros da Economia e presidentes de bancos centrais, se tornou um fórum de discussão dos aumentos das tarifas decididos pela administração de Donald Trump.
O FMI advertiu que a guerra comercial atingirá o crescimento mundial, mas Washington anunciou no evento que seguirá pressionando por um comércio mais “equilibrado”.
Guerra comercial: entenda a piora da tensão entre EUA e outras potências
Inflexíveis
“Desejamos ter uma relação (comercial) mais equilibrada” com a China “e a relação equilibrada é que possamos vender mais bens” ao gigante asiático, afirmou o secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin, no sábado.
Reiterou que Washington poderia passar de 25% de tarifas adicionais ao aço e alumínio, ao colocar novos impostos sobre todas as importações da China de cerca de US$ 500 bilhões, conforme anunciado pelo presidente Trump.
Os Estados Unidos buscam combater um déficit comercial com a China que, nas suas contas, supera os US$ 370 bilhões. No processo, o aumento de tarifas afetou outros sócios comerciais como União Europeia (UE), Canadá e México (membros junto com os Estados Unidos do Acordo de Livre-Comércio da América do Norte, Nafta).
As medidas em retaliação logo apareceram e se espalharam, ameaçando agora afetar o crescimento mundial.
Também os TLC
A nova postura americana também abarca os acordos comerciais, e Mnuchin deixou claro que inclusive um eventual tratado de livre-comércio (TLC) com a UE estará sujeito a condições e exigirá concessões por parte do bloco europeu.
“A minha mensagem é muito clara, é a mesma mensagem que o presidente (Trump) deu ao G7: se a Europa acredita no livre-comércio, estamos prontos para assinar um acordo de livre-comércio sem tarifas, sem barreiras alfandegárias e sem subsídios. Precisam ser os três”, sustentou sem rodeios.
Igualmente firme se mostrou o ministro de Economia e Finanças da França, Bruno Le Maire, ao assegurar: “nos negamos a negociar com uma arma na cabeça”.
Em entrevista coletiva, Le Maire foi além e assegurou que “os Estados Unidos devem dar passos necessários para frear a escalada e arrumar isso”.
Em sua conta no Twitter, ele escreveu que “o comércio mundial não pode se basear na lei da selva e o aumento unilateral das tarifas é a lei da selva.”
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Durante uma entrevista à AFP, o ministro francês assinalou que a guerra comercial só deixará “perdedores”, “destruirá empregos e afetará o crescimento mundial”, enquanto pediu que Washington volte “à razão” e “respeite as regras multilaterais e seus aliados”.
Crise do multilateralismo
A tensão vista nas trocas de declarações durante o G20 em Buenos Aires é mais uma amostra da crise das negociações comerciais multilaterais, que ficam evidentes na paralisação que a Organização Mundial do Comércio (OMC) atravessa.
“A forma de solucionar os problemas é um diálogo entre Estados Unidos, Europa e China”, opinou Le Maire, que advogou por “reformar o multilateralismo comercial”.
O ministro brasileiro da Fazenda, Eduardo Guardia, assinalou “a importância dos organismos internacionais de resolução de controvérsias” no contexto como o atual.
“Tudo o que vai na contramão do livre-comércio, de um comércio baseado em regras, deve ser resolvido por meio dos organismos multilaterais que são feitos exatamente para solucionar este tipo de conflito”, afirmou em declarações a jornalistas. O contrário “pode ter um impacto negativo na economia mundial”, acrescentou.
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Vítimas de acidente em Estrada da Amizade são liberadas do hospital

Caso, que ocorreu na última sexta-feira (20), matou uma criança de 13 anos e deixou outras duas pessoas feridas. Foram liberados do Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente neste sábado (21), uma criança de 10 anos e um rapaz de 21 anos que ficaram feridos após um acidente na última sexta-feira (20), na Estrada da Amizade, em Álvares Machado. A nota da unidade de saúde foi divulgada neste domingo (22) ao G1.
Na ocasião do acidente, um garoto de 13 anos, que também estava no carro, chegou a ser socorrido ao hospital, mas não resistiu.
O caso
Um garoto, de 13 anos, morreu na noite desta sexta-feira (20) após um acidente de trânsito na Estrada da Amizade, em Álvares Machado. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Regional de Presidente Prudente, mas não resistiu. Uma criança, de 10 anos, e um rapaz, de 21, estavam no mesmo veículo e sofreram ferimentos.
Conforme informações apuradas pela TV Fronteira, a Polícia Civil relatou que o acidente ocorreu por volta das 23h, próximo a uma ponte.
O motorista do Ford Focus – onde estava a vítima –, que seguia no sentido Presidente Prudente–Álvares Machado, alegou que um Fiat Uno fechou o caminho na estrada, momento em que ele perdeu o controle da direção e capotou.
No local, não foram realizados testes para verificar se o motorista havia ingerido bebida alcoólica, conforme a Polícia Civil.
Um inquérito policial foi instaurado para apurar as causas do acidente.
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