Polícia indicia por feminicídio marido de advogada que caiu do 4º andar de prédio em Guarapuava


Tatiane Spitzner, de 29 anos, morreu no domingo (22); Luis Felipe Mainvailer está preso. Luis Felipe e Tatiane estavam juntos havia cinco anos
Reprodução/Facebook
A Polícia Civil indiciou no fim da tarde desta terça-feira (31) por feminicídio Luis Felipe Mainvailer, de 32 anos, marido da advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos, que caiu do 4º andar do prédio em que morava em Guarapuava, na região central do Paraná, no domingo (22).
De acordo com o delegado Bruno Miranda Maciozeki, o indiciamento foi por homicídio qualificado, motivo torpe, uso de meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e condição do sexo feminino.
“[Ele] retirou o corpo do local e apagou as manchas e marcas de sangue existentes no hall do edifício com evidente intuito de induzir ao erro os peritos e o juiz”, afirma o delegado.
O marido foi preso no mesmo dia após sofrer um acidente na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, a 340 quilômetros de Guarapuava. Ele nega as acusações. Agora, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) vai analisar se oferece denúncia à Justiça.
Segundo o delegado, Mainvailer também foi indiciado pelo furto do carro da vítima por ter utilizado para viajar sentido fronteira com o Paraguai.
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Em nota, a defesa de Luís Felipe informou que “não irá comentar as declarações da autoridade policial em coletiva de imprensa, realizada no final da tarde desta terça, pois não teve acesso nem ao relatório final do inquérito e nem às declarações dadas sobre o assunto”.
‘Agressões brutais’
Maciozeki contou que imagens do circuito interno de monitoramento do prédio – que não foram divugladas – mostram “agressões brutais, cruéis contra a vítima” na garagem.
Segundo ele, havia marcas “evidentes” no pescoço da vítima que são indicativo de esganadura. O laudo de necropsia ainda não foi concluído pelo Instituto Médico-Legal (IML).
O delegado também explicou que consta na conclusão do inquérito que há diligências pendentes, como análises nos telefones celulares do casal e laudo de necropsia. “Importante asseverar que o MP está ciente desta dificuldade e maior tempo para o IML”, afirmou.
Outro laudo que ainda não foi concluído é o da dinâmica da queda, realizado na sexta-feira (27).
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