Polícia investiga morte de mulher que disse que ia usar silicone industrial

Imagens mostram a modelo chegando bem a um hotel na Zona Oeste do Rio; duas horas depois, ela sai amparada.

 

A polícia do Rio está investigando a morte de uma mulher que admitiu a um amigo a possibilidade de se submeter a um procedimento estético com silicone industrial. O Jornal Nacional teve acesso à mensagem gravada em que ela disse isso.
Imagens mostram a modelo Mayara da Silva dos Santos chegando bem a um hotel no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeirox. Ela estava acompanhada de uma amiga, Thaísa Pimentel Esteves.
Em outra imagem, Thaísa aparece entrando com pressa no elevador. Mayara ainda está no quarto. Em seguida, chega Ohana de Lima Diniz.
Menos de duas horas depois, Mayara sai amparada por Ohana. Nas imagens também estão, Thaísa, a mãe dela, e Valéria dos Santos Reis. A polícia suspeita que Valéria tenha feito o procedimento em Mayara.
Na saída do elevador, é possível ver Thaísa e a mãe, Márcia, carregando mala e sacolas. Elas levam Mayara para um apartamento. De lá, chamam uma ambulância e Mayara é levada para o hospital, mas ela não resistiu.
A polícia abriu um inquérito para investigar a morte suspeita. No laudo preliminar do Instituto Médico Legal, consta que Mayara tinha sinais de um procedimento nos glúteos.
“O laudo que nós temos é que havia dois furos, um em cada nádega, com um liquido oleoso saindo desse furo”, diz o delegado Eduardo Freitas.
O Jornal Nacional teve acesso, com exclusividade, a uma mensagem de áudio de Mayara. Ela admite para um amigo que está pensando em passar por um preenchimento, e quem aplicaria o produto, usaria silicone industrial.
Mayrara: ela falou para mim que não ia mentir para mim, que ela joga silicone industrial mesmo, entendeu? Que ela não tem porque mentir para mim. Falou a verdade, e vai de mim, se eu quiser colocar ou não.

Usar silicone industrial em pessoas é crime contra a saúde pública. Os médicos dizem que o produto não é absorvido pelo organismo, e pode matar.
Mayara morava na Dinamarca. Amigos disseram que ela veio ao Brasil para fazer vários procedimentos estéticos.
Em depoimentos à polícia, as mulheres que estavam com Mayara no hotel contaram que ela ia fazer uma drenagem linfática, e que passou mal no caminho para casa de Ohana.
A mulher que faria a drenagem, Valéria dos Santos Reis, vai depor na quara feira (1), em outro caso que ganhou repercussão.
Os investigadores descobriram que Valéria encaminhava clientes para massoterapeuta Patrícia Silva dos Santos, a Paty Bumbum, que é suspeita de aplicar silicone industrial em mulheres.
Sobre a morte de Mayara, o delegado diz que ainda há muitas contradições, mas tudo indica que algo aconteceu no quarto do hotel.
“Ela entra bem e sai mal. E ao invés de ser levada para o hospital, esse lapso temporal pode ter feito toda a diferença entre a vida e a morte dela”, diz Eduardo.

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