Preços do petróleo têm maior queda mensal desde 2016


Produção da Opep bateu o maior patamar do ano, fazendo com que a elevação da oferta derrubasse os preços da commodity. Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira (31), fechando julho com o maior declínio mensal em dois anos, por preocupações depois que a produção da Opep tocou uma máxima de 2018 em julho, ofuscando notícias de que os Estados Unidos e a China talvez retomem as negociações comerciais, o que poderia impulsionar a demanda.
O petróleo Brent para outubro recuou US$ 1,34, para US$ 74,21 por barril. O contrato de setembro da referência global, que expira no fim desta terça-feira, encerrou a US$ 74,25. Os futuros do petróleo dos EUA (WTI) cederam US$ 1,37, quase 2%, a US$ 68,76 o barril.
O Brent teve mais de 6% de perda em julho, enquanto os contratos do WTI mergulharam cerca de 7%, o maior recuo mensal para as duas referências desde julho de 2016.
Sinais de que uma interrupção na oferta no estreito de Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho, poderia ser resolvida pressionaram os preços, disse John Kilduff, sócio na Again Capital Management.
O grupo iemenita Houthi disse que estava pronto para parar ataques unilaterais no Mar Vermelho, apoiando esforços de paz. A Arábia Saudita suspendeu os envios de petróleo pelo estreito na semana passada, depois do Houthi ter atacado dois tanques de óleo do reino.
A Rússia e a Organização de Países Exportadores de Petróleo impulsionaram sua produção em julho, de acordo com uma pesquisa da Reuters na segunda-feira. A pesquisa mostrou que os integrantes da Opep aumentaram a produção no mês em 70 mil barris por dia (bpd), para 32,64 milhões bpd, o maior nível no ano.
Um navio petroleiro descarrega petróleo bruto em um terminal de Zhoushan, na província de Zhejiang, na China
Reuters
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